Por Aline SouzaDentro da programação do FITV 2008 o já conhecido espaço para debates intitulado Linguagem e Experimentação, trouxe à tona nesta terça-feira (4/11) o tema Novas Mídias e Novas Demandas de Conteúdo. Os convidados para o debate falaram sobre suas experiências no novo mercado da tecnologia aliado à comunicação.
Alberto Magno, físico e diretor da M1nd, empresa especializada em desenvolver soluções em transmissão de dados para diversas interfaces, atuante em países da África e da América Latina, disse: “me sinto orgulhoso de sermos uma empresa brasileira voltada para os países de terceiro mundo e de trabalharmos com softwares patenteados”.
Alberto ainda fez uma previsão de que até 2014 a transmissão em TV Digital com o sistema japonês adotado no Brasil será quase 100% nos domicílios que tiverem o receptor (R$150,00). Ele explicou ainda que o Móbile é diferente porque é exclusivo e palavra de ordem é mobilidade e comodidade, até mesmo os comerciais são direcionados para cada indivíduo.
Idade Mídia: Geração Polegares
Na visão de Aberto Magno, “estamos falando de uma geração de dois polegares e não mais da pinça que gerou nossa evolução. Esse público manda SMS usando os dois lados do cérebro”. O físico explicou que na venda do serviço TV Móvel é usado o conceito de assinatura, como o da Sky ou da NET, para proporcionar que os indivíduos fiquem conectados à sua base de dados o tempo que ele desejar tendo seu acesso disponível o máximo de tempo. “As operadoras não cobram dados, elas cobram acesso, porém penso que esse serviço deve ser gratuito e quem deve pagar é o anunciante e quando monitoramos as pessoas para saber seus maiores interesses de consumo isso é mais relevante na hora de anunciar porque transforma em algo mais direcionado”, conclui.
De acordo com Luiz Renato Olivaldes, diretor de interatividade da Band, o usuário da internet quer ser participativo e ele não assiste mais TV da mesma maneira. “A mobilidade e a portabilidade aumenta o tempo disponível do indivíduo em cerca de 4 horas a mais no seu dia, então buscamos engajar o cliente conectando mídias”.
Para Adriana Alcântara, gerente de conteúdo da TV OI, presente hoje somente em Belo Horizonte-MG, a idéia da mobilidade e da interface WEB de conteúdo é conquistar o um único cliente que consuma os diversos serviços prestados pela empresa. “Pensamos sempre em como e onde o cliente vai acessar o conteúdo e a variedade que proporcionamos para que ele o transmita com interatividade porque hoje temos a necessidade de estarmos plugados o tempo todo e cada vez mais a informação é passada de maneira não tradicional”, disse.
Uma não anula a outra
Um dos pontos fortemente marcados no debate é que a TV Digital não vem para acabar ou competir com a TV tradicional, pelo contrário, vem para complementar. Adriana explicou que “o horário nobre da TV digital é manhã e tarde porque são nessas horas que as pessoas estão nas filas de banco, no trânsito ou fora de casa por algum motivo. Já na TV tradicional o horário nobre é o noturno, então não há concorrência, é somente uma outra nova maneira de também ter acesso ao seu programa favorito ou atrativos extras e não perder nada pelo fato de estar fora de casa”. Luiz Noronha, produtor do Grupo Conspiração acrescentou que é necessário pensar em estruturas dramáticas específicas para o conteúdo de WEB e TV Móvel. “Se a era é a da multiplataforma, não há como adaptar o que já existe, temos que criar algo novo para ser transmitidos nos novos formatos” afirmou.
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