Se você acredita que já viu de tudo na TV, prepare-se para ser surpreendido!
“O olhar brasileiro precisa se acostumar a ver uma TV diferente e estamos fazendo o trabalho de formação do espectador para uma mudança cultural”.

Reinaldo Volpato – Gerente executivo de Programação TV Brasil
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novembro 06, 2008

Festival de Televisão debate Novas Mídias e Novos Conteúdos

Por Aline Souza

Dentro da programação do FITV 2008 o já conhecido espaço para debates intitulado Linguagem e Experimentação, trouxe à tona nesta terça-feira (4/11) o tema Novas Mídias e Novas Demandas de Conteúdo. Os convidados para o debate falaram sobre suas experiências no novo mercado da tecnologia aliado à comunicação.

Alberto Magno, físico e diretor da M1nd, empresa especializada em desenvolver soluções em transmissão de dados para diversas interfaces, atuante em países da África e da América Latina, disse: “me sinto orgulhoso de sermos uma empresa brasileira voltada para os países de terceiro mundo e de trabalharmos com softwares patenteados”.

Alberto ainda fez uma previsão de que até 2014 a transmissão em TV Digital com o sistema japonês adotado no Brasil será quase 100% nos domicílios que tiverem o receptor (R$150,00). Ele explicou ainda que o Móbile é diferente porque é exclusivo e palavra de ordem é mobilidade e comodidade, até mesmo os comerciais são direcionados para cada indivíduo.

Idade Mídia: Geração Polegares

Na visão de Aberto Magno, “estamos falando de uma geração de dois polegares e não mais da pinça que gerou nossa evolução. Esse público manda SMS usando os dois lados do cérebro”. O físico explicou que na venda do serviço TV Móvel é usado o conceito de assinatura, como o da Sky ou da NET, para proporcionar que os indivíduos fiquem conectados à sua base de dados o tempo que ele desejar tendo seu acesso disponível o máximo de tempo. “As operadoras não cobram dados, elas cobram acesso, porém penso que esse serviço deve ser gratuito e quem deve pagar é o anunciante e quando monitoramos as pessoas para saber seus maiores interesses de consumo isso é mais relevante na hora de anunciar porque transforma em algo mais direcionado”, conclui.


De acordo com Luiz Renato Olivaldes, diretor de interatividade da Band, o usuário da internet quer ser participativo e ele não assiste mais TV da mesma maneira. “A mobilidade e a portabilidade aumenta o tempo disponível do indivíduo em cerca de 4 horas a mais no seu dia, então buscamos engajar o cliente conectando mídias”.

Para Adriana Alcântara, gerente de conteúdo da TV OI, presente hoje somente em Belo Horizonte-MG, a idéia da mobilidade e da interface WEB de conteúdo é conquistar o um único cliente que consuma os diversos serviços prestados pela empresa. “Pensamos sempre em como e onde o cliente vai acessar o conteúdo e a variedade que proporcionamos para que ele o transmita com interatividade porque hoje temos a necessidade de estarmos plugados o tempo todo e cada vez mais a informação é passada de maneira não tradicional”, disse.

Uma não anula a outra

Um dos pontos fortemente marcados no debate é que a TV Digital não vem para acabar ou competir com a TV tradicional, pelo contrário, vem para complementar. Adriana explicou que “o horário nobre da TV digital é manhã e tarde porque são nessas horas que as pessoas estão nas filas de banco, no trânsito ou fora de casa por algum motivo. Já na TV tradicional o horário nobre é o noturno, então não há concorrência, é somente uma outra nova maneira de também ter acesso ao seu programa favorito ou atrativos extras e não perder nada pelo fato de estar fora de casa”. Luiz Noronha, produtor do Grupo Conspiração acrescentou que é necessário pensar em estruturas dramáticas específicas para o conteúdo de WEB e TV Móvel. “Se a era é a da multiplataforma, não há como adaptar o que já existe, temos que criar algo novo para ser transmitidos nos novos formatos” afirmou.

novembro 05, 2008

SOBRE O FESTIVAL


Foto: Aline Souza


A quarta edição do Festival Internacional do Festival proclama o amadurecimento do evento e assimila a explosão tanto da oferta quanto da demanda por um produto audiovisual diferenciado. Dessa forma, a Mostra de Pilotos Brasileiros, realizada pela primeira vez no ano passado, torna-se competitiva e passa a oferecer oportunidades inéditas tanto aos produtores de produtos para televisão quanto à indústria.A Mostra será dividida em três categorias (jornalismo, ficção e entretenimento) e a comissão julgadora será formada por executivos de programação de virtualmente todas as redes abertas e fechadas de televisão do país, assim como das teles que neste momento ingressam no negócio de distribuição de conteúdo audiovisual.Será na prática, portanto, um grande pitching aberto, onde todos os produtores brasileiros terão oportunidade de mostrar aos exibidores o que estão fazendo – e aos exibidores será dada a oportunidade de entender, de uma forma tão ampla quanto possível, o que se está criando por todo o país. Mais do que isso: os vencedores de cada uma das categorias estarão automaticamente classificados para exibição no Festival de Televisão de Nova York (NYTVF), em setembro de 2009 – e seus autores convidados a acompanhar pessoalmente as exibições.O VII Encontro Internacional de Televisão, que se realiza no âmbito do Festival, focará justamente na delicada questão da oferta de conteúdo, numa época de profundas transformações do meio. O Encontro reunirá este ano este ano a indústria que demanda conteúdo com os produtores que os constroem, fortalecendo um diálogo intenso sem o qual a televisão não tem condições de se renovar.Renovação é a palavra-chave também de um módulo já clássico no Festival: linguagem e experimentação. No primeiro dia, um amplo painel sobre TV móvel vai reunir as principais operadoras, produtores e integradores do mercado. No dia seguinte, os inovadores caminhos do humor na televisão brasileira serão debatidos pelos criadores que estão modernizando essa importante vertente da televisão.Não é só: mais uma vez o público terá oportunidade de ver o que de melhor foi produzido durante o ano para as emissoras de televisão de todo o mundo, através do filtro dos mais respeitados festivais de televisão da Europa, da América do Norte e da Ásia, ao lado do que de mais inovador tem sido feito nos cinco continentes, em especial nos países de menor tradição de exportação de sua produção televisiva.O Festival também se expande para várias cidades, além do Rio de Janeiro, onde ele nasceu. O IETV tem orgulho em levar para uma grande parcela da população brasileira o que de mais inovador se faz em termos de produção e reflexão televisiva em todo o mundo.